sexta-feira, 7 de outubro de 2011


Senhora

            Aurélia Camargo uma moça pobre, tornou-se rica graças á herança do avô, recebida aos 18 anos, quando é apresentada a sociedade fluminense. Encanta a todos com a sua beleza. Órfã, tem em sua companhia uma parenta viúva, mas era Aurélia que governava a casa como bem entende. A velha senhora é uma espécie de “mãe de encomenda”.
            Sua beleza despertava o interesse de muitos rapazes. Reconhecendo que muitos dos seus admiradores eram interessados na sua riqueza.
            A tia da Aurélia apresentava a ela meninos bonitos, ricos, de famílias excelentes. Mas, ela não ficava satisfeita, pois em sua opinião ela era valiosa pata todos os que a desejavam. A viúva notava que Aurélia tinha muita personalidade, e falava o que achava que era certo, sem ter medo de ser reprimida.
            Aurélia, depois de conversar com D. Firmina, foi para o seu quarto e escreveu alguma coisa num papel. No papel tava escrito um bilhete para o senhor Lemos, tio dela e também seu tutor.
            Então o senhor Lemos chega à casa da Aurélia, com grande inquietação, pelo o fato de que ela estava pensando em morar sozinha. Entretanto ele não imaginava o plano que ela estava tramando na sua mente. Eles então ficaram conversando, até que ela contou a ele que estava disposta a se casar-se. O senhor Lemos não teve outra escolha a não aceitar a decisão de Aurélia, pois como já havia ter dito antes, ela tinha uma personalidade forte.
            O preferido da jovem é o Fernando Rodrigues de Seixas, rapaz de poucos recursos que conheceu na infância. Ele vive com a mãe e duas irmãs que o veneram. Órfão aos 18 anos, abandona o terceiro ano de Direito em São Paulo, ocupando o cargo de jornalista, tendo certo sucesso na imprensa fluminense. Em sociedade apresenta-se como moço rico, em casa, leva uma vida simples.
            Na noite de núpcias Aurélia pode completar seu plano, humilhando o marido comprado e impondo-lhe as regras de convivência conjugal: em casa seriam dois estranhos e para sociedade fingiria a felicidade de um casal perfeito. 

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