Senhora
Aurélia Camargo
uma moça pobre, tornou-se rica graças á herança do avô, recebida aos 18 anos,
quando é apresentada a sociedade fluminense. Encanta a todos com a sua beleza. Órfã,
tem em sua companhia uma parenta viúva, mas era Aurélia que governava a casa
como bem entende. A velha senhora é uma espécie de “mãe de encomenda”.
Sua beleza
despertava o interesse de muitos rapazes. Reconhecendo que muitos dos seus
admiradores eram interessados na sua riqueza.
A tia da Aurélia
apresentava a ela meninos bonitos, ricos, de famílias excelentes. Mas, ela não
ficava satisfeita, pois em sua opinião ela era valiosa pata todos os que a
desejavam. A viúva notava que Aurélia tinha muita personalidade, e falava o que
achava que era certo, sem ter medo de ser reprimida.
Aurélia,
depois de conversar com D. Firmina, foi para o seu quarto e escreveu alguma
coisa num papel. No papel tava escrito um bilhete para o senhor Lemos, tio dela
e também seu tutor.
Então o
senhor Lemos chega à casa da Aurélia, com grande inquietação, pelo o fato de
que ela estava pensando em morar sozinha. Entretanto ele não imaginava o plano
que ela estava tramando na sua mente. Eles então ficaram conversando, até que
ela contou a ele que estava disposta a se casar-se. O senhor Lemos não teve
outra escolha a não aceitar a decisão de Aurélia, pois como já havia ter dito
antes, ela tinha uma personalidade forte.
O preferido
da jovem é o Fernando Rodrigues de Seixas, rapaz de poucos recursos que
conheceu na infância. Ele vive com a mãe e duas irmãs que o veneram. Órfão aos
18 anos, abandona o terceiro ano de Direito em São Paulo, ocupando o cargo de
jornalista, tendo certo sucesso na imprensa fluminense. Em sociedade
apresenta-se como moço rico, em casa, leva uma vida simples.
Na noite de
núpcias Aurélia pode completar seu plano, humilhando o marido comprado e
impondo-lhe as regras de convivência conjugal: em casa seriam dois estranhos e
para sociedade fingiria a felicidade de um casal perfeito.
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